Ali, naquele lugar, eu lembrei do começo. Tamanha empatia. Coisa de Deus. Energia. Positividade. No primeiro olhar lá estava o teu sorriso.
Na primeira hora você ganhava meu abraço. Querer, a gente se queria. No meio da rua, entra tantas pessoas, desconhecidos, hippies, bandas de rock. Deixamos pra depois.
Nos falamos pouco, nos encontramos malmente. Rejeitei as possibilidades, evitei cumprimentos, sorri envergonhada, ignorei sinais.
Ai a vida nos deu de presente. Meu gosto de cerveja, cigarro, suor não foi suficiente. Tua boca quente, teu cheiro cítrico, tuas mãos ágeis não foram o bastante. Vieram até palavras ásperas e a falta das palavras. Mas nada impediu.
Que a gente se reencontrasse, se desculpasse, se acertasse e no fim das contas se apaixonasse.
Você? Paradoxo, todos os bons e maus sentimentos juntos. Me fez sentir viva, quando estava quase morta. Incrédula. Orfã. Abandonada. Tomou as minhas mãos, me falou de amor sem dizer nenhuma palavra. Me deu afeto. Discreto. Quase imperceptível. Entrou no meu âmago, alma, superego, inferno de Dante. Me deu demais, se deu demais. Conheceu minhas fraquezas e nem pôde corrigí-las. Esperou mais de mim.
Me contou sua vida, suas histórias, seus lamentos. Sonhou comigo, me deu abraço amigo, me pôs no colo, dormiu junto a mim. Enganou seus instintos, foi leal, companheiro, distinto. Enfrentou NOSSOS medos, escondido. Meu deu o mundo, estrelas cadentes, noites ardentes. Cantamos o amor, choramos o ódio. Fomos porto, âncora, vela, motor. O máximo, o limite, o auge, o desespero um do outro. Fizemos promessas e quebramos boa parte delas. Nos julgamos, nos magoamos, nos ferimos.
Fui tua menina,teu anjo, tua mulher. Fui quem te amou e jurou nunca te perder. Fui teu algoz, teu cão feroz, tua voz. Teu maior problema, teu caso perdido, teu amor não resolvido. Fui tua criança, tua última dança. O melhor e o pior que podia ser.
Voce foi minha força, minha estrada, meu caminho, minha perdição, meu ponto de apoio, minha libertação. Foi meu homem, meu tutor, meu inventor. Teve tudo de mim.
E meus pés já não sabem mais ir onde você não está.
Terça-feira, 19 de Agosto de 2008
Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
Trilha Sonora: Cascadura
O cenário do rock alternativo, cresce em larga escala no Brasil! Certo?
Talvez!
Pra quem gosta de descobrir novas caras, bocas e vozes, a afirmação está correta.
Pra quem ainda não se recuperou do fim de Los Hermanos, e só sonha com a volta dos barbudos, e nem escuta zuada de mutuca, talvez não.
Eu não me encaixo em nenhum perfil, escuto aquilo que está ao meu alcance, e nos últimos meses as opções têm sido tantas, que ainda não tive tempo de escutar todos os albuns estocados no meu computador.
Entre tantos, Cascadura. Proveniente da Bahia, a banda já tem quatro álbuns.
O vocalista não é ládos melhores... mas com o passar do tempo, e ouvindo bem todas as letras da Cascadura, a gente acaaba ignorando a voz esquisita do rapaz!
Dono de uma inteligência rara no cenário pop rock, Fábio Cascadura têm letras fortes como em "Desconsolado", que faz uma crítica à imagem de Deus que é pregada no mundo de hoje.
Fala de amor, dono de uma sutileza a la Marcelo Camelo:
Um pouco de dor de cotovelo. Tá, nem tanto assim. A música e bem bonitinha, e me traz um Q de nostalgia.
Mas é de músicas nada a ver, fora do comum, e em um estilo unico de Cascadura, que a banda me conquistou: E a recomendação é essa, "Centro do Universo".
Talvez!
Pra quem gosta de descobrir novas caras, bocas e vozes, a afirmação está correta.
Pra quem ainda não se recuperou do fim de Los Hermanos, e só sonha com a volta dos barbudos, e nem escuta zuada de mutuca, talvez não.
Eu não me encaixo em nenhum perfil, escuto aquilo que está ao meu alcance, e nos últimos meses as opções têm sido tantas, que ainda não tive tempo de escutar todos os albuns estocados no meu computador.
Entre tantos, Cascadura. Proveniente da Bahia, a banda já tem quatro álbuns.
O vocalista não é ládos melhores... mas com o passar do tempo, e ouvindo bem todas as letras da Cascadura, a gente acaaba ignorando a voz esquisita do rapaz!
Dono de uma inteligência rara no cenário pop rock, Fábio Cascadura têm letras fortes como em "Desconsolado", que faz uma crítica à imagem de Deus que é pregada no mundo de hoje.
Mas há um Deus que muitos tentam me vender, e que não nos conduz
Justo porque, quase nunca Ele nos vê, cego com a própria Luz.
Como acreditar nisso? Que castra, que pune e mata.
Homens são homens filho, são homens e são mais nada (...)
Deus de medo e castigo...
Fala de amor, dono de uma sutileza a la Marcelo Camelo:
Adeus solidão, vou fugir da tradição dos poetas sós, sem amor..
Pra me despedir escrevi essa canção, vou dizer bye bye, solidão.
Tanto tempo preparando o meu coração para um novo amor...
amiga solidão, olha, se chateie não.
Encontrei o amor. Tchauzinho eu vou.
se me reencontrar, pode até me censurar por eu me atirar assim a uma
paixão...
Um pouco de dor de cotovelo. Tá, nem tanto assim. A música e bem bonitinha, e me traz um Q de nostalgia.
Pode crer que a nossa história ainda faz muito sentido,quero ficar contigo,
por isso que eu te liguei (...)
ainda sou o mesmo cara que fala de amor,
sem ter vergonha nem medo, mostrando quem sou.
ao revirar minha cabeça reencontrei a canção,
que é tudo que eu quero ouvir "me and you".
mesmo eu estando aqui do outro lado.
Mas é de músicas nada a ver, fora do comum, e em um estilo unico de Cascadura, que a banda me conquistou: E a recomendação é essa, "Centro do Universo".
Se tudo deu errado foi por culpa dela!
Mesmo sempre estando a lhe escutar
Jamais dividiu se quer uma parcela
Dos bons dias que os dois podem lembrar
Não se conforma se um novo Amor
A arrebatou e a levou pra outro lugar
Diz que nunca mais quer ver a cara dela
Mas na verdade tudo o que ele quer ver
É o impossível acontecer
Ela voltar e lhe dizer
Que tudo não passou de um grande engano seu
E assim vê se passar um dia a mais em vão
E assim vai atravessar a noite em claro, então
Assim vai envelhecendo sem nunca aprender
Que ninguém é o Centro do Universo, não.
Bogary. Ultimo album do Cascadura.
Como certamente diria Luciana: Fica a dica!
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trilha sonora
Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
triste fim
Eu tenho andado mais dispersa do que o comum.
Mal costume talvez! Sem concentração, inquieta, angustiada, preocupada com o por vir!
O de sempre, né?
Em alguma vez eu fui um ser humano estável? Não.
Primeiro dia de aula na nova faculdade, escuto a pior coisa que poderia ter escutado.
Foi um chute no saco que eu não tenho!
"terminando um curso e começando outro, você é muito corajosa, hein?"
Muito pelo contrário, eu sou muito covarde! Tive oportunidades de virar o jogo, ou chutar o balde. Mas não o fiz, e agora estou aqui lutando contra a verdade. Não consigo me concentrar pra, finalmente, terminar jornalismo. É como um bebê que não quer sair do útero da mãe, embora o espaço seja muito reduzido pra que ele continue lá dentro.
Primeiro dia de aula do último semestre de Jornalismo. E eu não via a hora de embora. E ao mesmo tempo sentia uma vontade imensa de chorar, e dizer pra todos naquela sala que eu tenho medo. Que eu me considero uma traidora, um desperdício, uma farsa. Que todos os dias, ao chegar na faculdade de Direito, eu sinto falta da recepção dos meus amigos. Das conversas intermináveis antes e depois das aulas, das longas caminhadas até a biblioteca. Da relação dinâmica com as demais turmas.
Sinto falta da familiaridade. De saber identificar quem é quem ali naquele Bloco I. Como dizem, o bloco dos Comunistas, dos Hippies e dos Bêbados. Eramos nós.
Saber ao longe quem cursa história, letras, jornalismo ou ciências sociais. Só pelas roupas, pelo cabelo, pelo andar ou modo de falar.
Sinto falta daquele incentivo mútuo, do clima de competição ameno. Dos movimentos culturais, sociais e politicos que nem sempre são bem sucedidos.
Perdi muito tempo. Perdi tempo pensando no futuro. Cheguei aqui, e tudo que eu queria era voltar atrás.
eu podia ser feliz, e talvez agora seja tarde pra isso.
Minha cabeça não pára e só o que eu preciso no momento é de concentração, e fazer bem feito. Sair de lá orgulhosa de mim.
Não será muito fácil.
Mal costume talvez! Sem concentração, inquieta, angustiada, preocupada com o por vir!
O de sempre, né?
Em alguma vez eu fui um ser humano estável? Não.
Primeiro dia de aula na nova faculdade, escuto a pior coisa que poderia ter escutado.
Foi um chute no saco que eu não tenho!
"terminando um curso e começando outro, você é muito corajosa, hein?"
Muito pelo contrário, eu sou muito covarde! Tive oportunidades de virar o jogo, ou chutar o balde. Mas não o fiz, e agora estou aqui lutando contra a verdade. Não consigo me concentrar pra, finalmente, terminar jornalismo. É como um bebê que não quer sair do útero da mãe, embora o espaço seja muito reduzido pra que ele continue lá dentro.
Primeiro dia de aula do último semestre de Jornalismo. E eu não via a hora de embora. E ao mesmo tempo sentia uma vontade imensa de chorar, e dizer pra todos naquela sala que eu tenho medo. Que eu me considero uma traidora, um desperdício, uma farsa. Que todos os dias, ao chegar na faculdade de Direito, eu sinto falta da recepção dos meus amigos. Das conversas intermináveis antes e depois das aulas, das longas caminhadas até a biblioteca. Da relação dinâmica com as demais turmas.
Sinto falta da familiaridade. De saber identificar quem é quem ali naquele Bloco I. Como dizem, o bloco dos Comunistas, dos Hippies e dos Bêbados. Eramos nós.
Saber ao longe quem cursa história, letras, jornalismo ou ciências sociais. Só pelas roupas, pelo cabelo, pelo andar ou modo de falar.
Sinto falta daquele incentivo mútuo, do clima de competição ameno. Dos movimentos culturais, sociais e politicos que nem sempre são bem sucedidos.
Perdi muito tempo. Perdi tempo pensando no futuro. Cheguei aqui, e tudo que eu queria era voltar atrás.
eu podia ser feliz, e talvez agora seja tarde pra isso.
Minha cabeça não pára e só o que eu preciso no momento é de concentração, e fazer bem feito. Sair de lá orgulhosa de mim.
Não será muito fácil.
Domingo, 10 de Agosto de 2008
como eu ia dizendo...
Quando as coisas vão indo muito bem, é melhor se preparar, porque ai vem chumbo grosso!
eu sei disso!
É iminente que as coisas não vão continuar bem na minha vida! tá bem ai na minha cara, e eu não consigo fazer nada! Nem dormir, porque o calor não deixa!
Vou precisar de uma lista de tarefas, preciso me organizar.
A começar pelo quarto! Pelas apostilas do concurso que ainda estão sobre a mesa... o resultado do concurso sai amanhã, estou entre os 65 aprovados. Lindo né? Se não fosse só sete vagas! Desgraça pouca é bobagem!
Preciso encontrar alguém que conserte meu computador. Preciso de um pen drive. Eu não tenho pen drive, acredite quem quiser.
Preciso ir na Coordenadoria da outra faculdade, preciso do resultado do meu processo.
Preciso me cadastrar nas duas bibliotecas. Já que a da Federal cismou em um tal de recadastramento.
Preciso fichar o livro da monografia.
Preciso tomar remédio pra verme. É.
Preciso de um médico novo. a dor no peito continua.
Preciso de óculos novos, e de camisetas que caibam nos meus peitos.
Preciso acordar.
Preciso de dinheiro também.
Preciso encontrar um final coerente pra esse texto, que começou com uma proposta totalmente diferente e sabe-se lá onde vai parar.
Preciso conversar com a Lu, com a Brescia, com Anna Elisa, com a Karen.
Preciso que meu pai volte logo, não aguento mais dirigir.
Preciso dormir gente, boa noite!
eu sei disso!
É iminente que as coisas não vão continuar bem na minha vida! tá bem ai na minha cara, e eu não consigo fazer nada! Nem dormir, porque o calor não deixa!
Vou precisar de uma lista de tarefas, preciso me organizar.
A começar pelo quarto! Pelas apostilas do concurso que ainda estão sobre a mesa... o resultado do concurso sai amanhã, estou entre os 65 aprovados. Lindo né? Se não fosse só sete vagas! Desgraça pouca é bobagem!
Preciso encontrar alguém que conserte meu computador. Preciso de um pen drive. Eu não tenho pen drive, acredite quem quiser.
Preciso ir na Coordenadoria da outra faculdade, preciso do resultado do meu processo.
Preciso me cadastrar nas duas bibliotecas. Já que a da Federal cismou em um tal de recadastramento.
Preciso fichar o livro da monografia.
Preciso tomar remédio pra verme. É.
Preciso de um médico novo. a dor no peito continua.
Preciso de óculos novos, e de camisetas que caibam nos meus peitos.
Preciso acordar.
Preciso de dinheiro também.
Preciso encontrar um final coerente pra esse texto, que começou com uma proposta totalmente diferente e sabe-se lá onde vai parar.
Preciso conversar com a Lu, com a Brescia, com Anna Elisa, com a Karen.
Preciso que meu pai volte logo, não aguento mais dirigir.
Preciso dormir gente, boa noite!
Terça-feira, 5 de Agosto de 2008
sem dó, nem piedade
A vida vai correndo numa velocidade sem tamanho, e tudo que eu pensava que me assustaria, até agora não fez efeito! Pelo menos ainda não!
Cheguei a um novo lugar. Pessoas diferentes, hábitos diferentes e métodos diferentes. E essa é a grande diferença. Bem feito pro meu preconceito e minha arrogância de me achar superior por estar numa universidade pública, tudo bem que eu dei um pouco de duro pra estar lá dentro. Perdi algumas tardes, noites inteiras, sábados intermináveis. Eu era adolescente, bem feito pra mim.
Mas em compensação, a partir do momento que me estabeleci como acadêmica da UFRR, minha voltou a estaca zero. Bem feito pra mim! Nunca tive mesmo planos megalomaníacos, tive que subsistir no conformismo. A única carga de experiência que tenho se resume aos dois meses em um jornal que nem existe mais. E as opções não eram escassas, podiam ser escolhidas. E a única coisa que eu fiz foi deixar o barco correr, e sabe-se lá onde ele vai desaguar.
E agora eu apostei em recomeçar. E o mais irônico disso tudo é que todos parecem ter essa mesma pretensão. A grande diferença é que lá, a grande a maioria carrega pelo menos uns 40 anos nas costas. E eu, no auge dos meus 20 e poucos anos, sinto que fracassei. E talvez seja bom fracassar tão jovem, dá tempo de se restabelecer. Será?
Acho que tudo vai andando na contramão das coisas óbvias! Quanto mais eu tento me desprender do cordão umbilical e dos laços fraternos, mais eu me enrolo numa eterna síndrome de dependência. Total. Não sei até quando, só espero que não demore.
Os acontecimentos têm sido bem interessantes. As festas? Oh, as festas! Senti falta de diversão nesses últimos 3 meses de crise, que parece estar se resolvendo, aos poucos, como tudo deve ser. É inexplicável se sentir amada. E quando isso acontece, eu fico assim, bobona! Bem feito pra mim!
Cheguei a um novo lugar. Pessoas diferentes, hábitos diferentes e métodos diferentes. E essa é a grande diferença. Bem feito pro meu preconceito e minha arrogância de me achar superior por estar numa universidade pública, tudo bem que eu dei um pouco de duro pra estar lá dentro. Perdi algumas tardes, noites inteiras, sábados intermináveis. Eu era adolescente, bem feito pra mim.
Mas em compensação, a partir do momento que me estabeleci como acadêmica da UFRR, minha voltou a estaca zero. Bem feito pra mim! Nunca tive mesmo planos megalomaníacos, tive que subsistir no conformismo. A única carga de experiência que tenho se resume aos dois meses em um jornal que nem existe mais. E as opções não eram escassas, podiam ser escolhidas. E a única coisa que eu fiz foi deixar o barco correr, e sabe-se lá onde ele vai desaguar.
E agora eu apostei em recomeçar. E o mais irônico disso tudo é que todos parecem ter essa mesma pretensão. A grande diferença é que lá, a grande a maioria carrega pelo menos uns 40 anos nas costas. E eu, no auge dos meus 20 e poucos anos, sinto que fracassei. E talvez seja bom fracassar tão jovem, dá tempo de se restabelecer. Será?
Acho que tudo vai andando na contramão das coisas óbvias! Quanto mais eu tento me desprender do cordão umbilical e dos laços fraternos, mais eu me enrolo numa eterna síndrome de dependência. Total. Não sei até quando, só espero que não demore.
Os acontecimentos têm sido bem interessantes. As festas? Oh, as festas! Senti falta de diversão nesses últimos 3 meses de crise, que parece estar se resolvendo, aos poucos, como tudo deve ser. É inexplicável se sentir amada. E quando isso acontece, eu fico assim, bobona! Bem feito pra mim!
Sábado, 26 de Julho de 2008
Ele se diverte.
Já disse o homem que eu gostaria de ter sido: Deus é um cara gozador.
Porque, vejamos:
Eu quero prisão, você liberdade.
é mais ou menos assim:
Eu quero dias inteiros, noites inteiras, corpos inteiros e entregues integralmente. Eu quero ciúmes, eu quero anel de compromisso na mão direita, quero almoço de domingo, quero filmes no sofá, dividir o sorvete, fazer tua comida, dormir do teu lado, gerar teu filho, ser tua mulher.
E você? Quer peladas às quartas, cerveja às quintas, balada na sexta, namorada no sábado e amante aos domingos. Quer benevolência, conveniência, indecência. Você quer trabalhar e não ouvir reclamações. Dormir sozinho, não dividir colchão.
Não duvide que lá em cima Deus tá rindo da gente. Achando engraçado os nossos desencontros, e prendendo nossos destinos um ao outro, cada dia mais. Na marra. Nó de marinheiro.
E a gente não se larga, se odeia, se insulta e se ama! Na cama, na grama, no meio da lama, de mente insana e instinto sacana, sem grana, sem fama. O maior drama.
Porque, vejamos:
Eu quero prisão, você liberdade.
é mais ou menos assim:
Eu quero dias inteiros, noites inteiras, corpos inteiros e entregues integralmente. Eu quero ciúmes, eu quero anel de compromisso na mão direita, quero almoço de domingo, quero filmes no sofá, dividir o sorvete, fazer tua comida, dormir do teu lado, gerar teu filho, ser tua mulher.
E você? Quer peladas às quartas, cerveja às quintas, balada na sexta, namorada no sábado e amante aos domingos. Quer benevolência, conveniência, indecência. Você quer trabalhar e não ouvir reclamações. Dormir sozinho, não dividir colchão.
Não duvide que lá em cima Deus tá rindo da gente. Achando engraçado os nossos desencontros, e prendendo nossos destinos um ao outro, cada dia mais. Na marra. Nó de marinheiro.
E a gente não se larga, se odeia, se insulta e se ama! Na cama, na grama, no meio da lama, de mente insana e instinto sacana, sem grana, sem fama. O maior drama.
Terça-feira, 22 de Julho de 2008
Orkuticídio

Tá bom, vou contar. Me sinto um pouco angustiada.
A decisão foi díficil, mas lá estava meu perfil no orkut excluído. E todo mundo agora só sabe me xingar.
Não faço campanha contra o orkut, até gosto muito do site. E esse sempre foi meu problema: gostar demais.
Não nego que é a melhor ferramenta pra manter contato com quem está longe, mas a partir do momento que o único contato que você faz com os amigos é pelo o orkut, deixa de ser saudável. Se a Fernanda tá em casa o dia todo, e eu também, não é mais legal que eu ligasse pra ela, ao invés de deixar um scrap? Partindo desse princípio, me sinto melhor. Mas se for pensar na Bréscia, me sinto um lixo.
Embora tenho maneirado nos ultimos meses, em revelar toda minha vida pessoal por meio dessas modinhas virtuais, ainda acho que é exposição demais. Ninguém precisa saber o que eu fiz no fim de semana passado, e as fotos que registraram o momento.
Me dei conta que os blogs já falam demais por mim, e no momento é só o que eu desejo.
Minhas palavras não têm direção, não escrevo endereçado, não procuro destinatários. Escrevo pra que um dia eu me lembre de quem eu fui! nem ouso definir...
Serei feliz sem o orkut, e sua memória artificial que não nos deixa esquecer aniversários, sem propagandas de emagrecimento (embora eu precise), sem brigas intermináveis por ciúme de um scrap...
O msn continua on-line..
e deixar de blogar? fora de questão
A decisão foi díficil, mas lá estava meu perfil no orkut excluído. E todo mundo agora só sabe me xingar.
Não faço campanha contra o orkut, até gosto muito do site. E esse sempre foi meu problema: gostar demais.
Não nego que é a melhor ferramenta pra manter contato com quem está longe, mas a partir do momento que o único contato que você faz com os amigos é pelo o orkut, deixa de ser saudável. Se a Fernanda tá em casa o dia todo, e eu também, não é mais legal que eu ligasse pra ela, ao invés de deixar um scrap? Partindo desse princípio, me sinto melhor. Mas se for pensar na Bréscia, me sinto um lixo.
Embora tenho maneirado nos ultimos meses, em revelar toda minha vida pessoal por meio dessas modinhas virtuais, ainda acho que é exposição demais. Ninguém precisa saber o que eu fiz no fim de semana passado, e as fotos que registraram o momento.
Me dei conta que os blogs já falam demais por mim, e no momento é só o que eu desejo.
Minhas palavras não têm direção, não escrevo endereçado, não procuro destinatários. Escrevo pra que um dia eu me lembre de quem eu fui! nem ouso definir...
Serei feliz sem o orkut, e sua memória artificial que não nos deixa esquecer aniversários, sem propagandas de emagrecimento (embora eu precise), sem brigas intermináveis por ciúme de um scrap...
O msn continua on-line..
e deixar de blogar? fora de questão
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